Iniciação na Equitação

Mercado em alta no agronegócio gera expectativa positiva para o Mancha Crioula

Tradicional remate na agenda da raça Crioula, o Mancha Crioula mais uma vez vai ofertar o melhor da genética das pelagens Tobiana, Oveira e Bragada. O evento, a cargo da Trajano Silva Remates, ocorrerá no dia 14 de fevereiro, a partir das 20h, no Tatersall do Cavalo Crioulo do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Na oferta, 43 lotes de equinos e também exemplares da raça bovina Galloway, além de borregos, carneiros e cordeiras.

Segundo o leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Gonçalo Silva, o mercado deve demonstrar crescimento neste ano, especialmente pela melhora da economia e a alta de ativos da agropecuária, especialmente nos bovinos, o que influencia nas vendas do Cavalo Crioulo. “As expectativas são boas tendo em vista que a economia está crescendo como um todo principalmente tendo o resultado direto por causa da pecuária, tendo o preço do gado hoje sendo ajustado depois de muitos anos”, revela.

Entre os destaques da oferta está o garanhão Real Invido do Purunã, terceiro Melhor Cavalo Adulto da Expointer e finalista do Freio de Ouro, considerado um dos grandes pais de cabanha da atualidade e que terá a venda de um direito de cinco coberturas anuais e não cumulativas. O cavalo está na Central de Reprodução Hartwig.

Serviço Leilão Mancha Crioula

Data: 14 de fevereiro de 2020
Hora: 20h
Local: Parque de Exposições Assis Brasil – Esteio (RS)
Oferta: 43 lotes de Cavalos Crioulos além de bovinos e ovinos

HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO DE AMANDA NUNES E SEU CAVALO

ABCCC define jurados para a Nacional da Morfologia na Expointer

Com o calendário das exposições morfológicas Passaporte estabelecido, as quais percorrerão 19 cidades brasileiras em 2020, os jurados da Morfologia em Esteio (RS) durante a Expointer agora também são conhecidos. Os técnicos credenciados à Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Rodrigo Py e Felipe Maciel, formam a dupla responsável por avaliar e definir os melhores exemplares da raça.

O ano de 2020 representa para Rodrigo Albuquerque Py a oportunidade de julgar pela terceira vez uma avaliação morfológica na Expointer, na qual avaliará a categoria machos. A trajetória para esse técnico da ABCCC começou em 1999 e não parou mais, perpassando por finais e seleções importantes, tais como o Freio de Ouro, final nacional do Freio Jovem e a Prévia Expo FICCC. Por outro lado, responsável pela categoria fêmeas, a Morfologia 2020 em Esteio será a primeira para o técnico natural de Porto Alegre (RS), Felipe Caccia Maciel. Jurado desde 2001, começou a sua carreira em uma classificatória, em Itu (SP), e desde então atua dentro e fora do Rio Grande do Sul, incluindo uma final do Freio de Ouro argentino, no ano de 2017.

Durante cinco meses, as exposições Passaporte vão percorrer o país para encontrar os melhores exemplares da raça e levá-los à morfologia na Expointer. Serão 19 cidades, em seis Estados brasileiros, nas quais até oito animais, quatro machos e quatro fêmeas, poderão garantir o passaporte para um dos grandes momentos do tripé de seleção da raça. Além das Passaportes, ao final do ciclo na pista de Esteio também ocorre uma Prévia para selecionar mais participantes.

Fotos: Felipe Ulbrich/ABCCC/Divulgação
Texto: Pedro Henrique Krüger/ABCCC
 

Criadora no Acre é a homenageada do Mancha Crioula 2020

Vem do Acre a homenageada deste ano do Mancha Crioula 2020. O evento ocorre de 13 a 15 de fevereiro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e conta com leilão e a exposição nacional de Tobianos, Oveiros e Bragados. A pecuarista Margarete Kitaka Mendes cria gado Nelore em Cruzeiro do Sul (AC), no sul da Amazônia Ocidental, na fronteira entre o Acre e o Amazonas, há mais de 15 anos. Além disso, se dedica também a criação de Cavalos Crioulos na região.  

O criatório de Margarete fica em uma região de florestas densas e altas, onde a lida com o gado é um desafio diário. “Por vários anos usamos burros e cavalos comuns, sem uma raça definida, pois havia uma grande dificuldade em conseguir bons animais. Precisávamos de cavalos resistentes que conseguissem tirar o gado da mata fechada”, salienta. Até que chegou o primeiro Cavalo Crioulo de toda região, um presente de seu irmão. Vieram também algumas éguas meio sangue crioulo. “Percebemos que estas éguas, apesar de mestiças, eram muito boas, muito diferentes dos animais que tínhamos.”, observa. Daí nasceu o interesse pela raça, a criação como consequência e, o inevitável: a paixão pelo Cavalo Crioulo. Hoje não tem cavalo que não seja Crioulo em sua tropa.

A criação inicialmente foi para produzir cavalos de serviço. Com a vinda dos primeiros animais, oito éguas e um garanhão, nasce o amor pela criação. “A paixão por cavalos foi herdada de meu avô que transmitiu isso para filhos e netos. Ele tinha uma tropa de rodeio que na época alugava para a Festa de Barretos”, conta. Dentro de sua criação, a preferência por cavalos de pelagem manchada tem origem na paixão pelos cavalos Pampa da infância, muito comuns no interior de São Paulo, onde cresceu. “Nosso objetivo é unir boa genética às pelagens manchadas que, sem dúvida, é um grande desafio”, ressalta Margarete.

Quanto as perspectivas Margarete vê um futuro promissor para a raça na região. Vencendo fronteiras com o Cavalo Crioulo e divulgando seu trabalho. “Estamos conquistando nosso espaço entre os pecuaristas locais, devido a notável capacidade de adaptação, resistência, rusticidade e docilidade destes animais. Em um país de dimensões continentais, com climas e ambientes tão distintos, só a raça crioula é capaz de se adequar às grandes diferenças entre as regiões do Brasil. Por isso eu vejo com muito otimismo, o crescimento da raça por aqui, porque acredito que o cavalo crioulo é o cavalo para o Brasil”, completa a criadora.
 
Foto: Nayana Marques/Divulgação
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective